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Estórias, culturas e lugares se conectam no fluir do som de André Sampaio & Os AfroMandinga

Com mais de 12 anos de carreira e guitarrista da banda Ponto de Equilíbrio, André Sampaio circulou por dois meses, no início de 2012, por Mali e Burkina Faso, na África Ocidental. Essa região é considerada a terra de origem do blues e de lá André trouxe inspirações e referências para seu projeto solo: um trabalho autoral, de grande criatividade e maturidade, ao lado dos AfroMandinga. Totalmente envolvido pelas guitarras africanas o músico chegou a um som que mistura ‘desert-blues’, afrobeat, jazz, samba, coco e dub, com cantos griôs, toques de capoeira e de candomblé.

Ao lado de André, Os AfroMandinga é uma banda formada por Maurício Bongo na bateria e percussão, Pedro Leão no baixo, o percussionista Joás Santos e Marcus Kenyatta também na guitarra, backing vocals e violão. Um grupo que é exemplo de fusões culturais, do “tocar com mandinga” e com a ligação ancestral a qual André se propõe.

As composições e arranjos proporcionam ao ouvinte viver essas experiências, que vão além de percepções sonoras. E é justamente aproximar os dois lados desse Atlântico negro a proposta do guitarrista, lançando olhar sobre um caminho aonde Brasil e Africa possam estar mais próximos.

Além dos músicos da banda, também fazem parte dos AfroMandinga o corpo de bailarinas formado por Valéria Mona, Ludmilla Almeida, Ana Paula Dias e Joana Marinho. Com coreografias que trazem influências das danças afro-brasileiras e africanas, dança e música são um só nos espetáculos, sendo a participação das bailarinas um dos pontos altos do show. Música tocada pra dançar e influenciada também pelos movimentos da dança, uma harmonia e sincronia tão forte que contagia a todos no público, fazendo de cada apresentação uma verdadeira festa, onde cada movimento e nota musical tem seu sentido no diálogo entre tradição e modernidade.

Maurício Bongo - Bateria e Percussão



Parceiro mais antigo de André em suas andanças, Maurício esteve com ele por duas vezes em Moçambique, África. Baterista dos mais requisitados no cenário do reggae roots carioca, mistura influências do nyabinghi a grooves funkeados e ritmos afro-brasileiros, criando levadas pesadas e únicas, sua marca registrada.

Pedro Leão - Baixo



Pedrinho, como é também conhecido esse grande baixista, tem no seu currículo grandes bandas do rock e blues brasileiros (O Rappa, Big Gilson) além de tocar ha mais de 20 anos na banda Afrika Gumbe, uma das pioneiras em tocar sons africanos no Brasil. Seu grave hipnótico junto à bateria formam a base pro irresístivel groove dos AfroMandinga.

Joás Santos - Percussão e Backing Vocals



Joás Santos traz as influencias de Pernambuco, com seus cocos, maracatus e batuques a uma intensa pesquisa em ritmos e instrumentos de percussão africanos, especialmente o djembe, a kalimba e a tama (talking drum). Participante ativo da efervescente cena afro de Olinda, onde participou de grupos seminais como o Tonami Dub, Joas é presença marcante nos shows.

Marcus Kenyatta - Guitarra, Violão, Kamele N'Goni e Backing Vocals



Ao fazer as cordas de base e contraponto da guitarra de André, Marcus aprofunda suas pesquisas de cordas africanas aliadas ao seu extenso vocabulário blues-jazzístico. Músico atuante da cena carioca, Kenyatta e seu fraseado preenchem com suingue e bom gosto o som dos mandingas.

Noan Moreira - Percussão



A música e o axé acompanham Noan Moreira desde o berço. Neto da Iyalorixá Beata de Iyemoja, aprendeu desde cedo os toques e cantigas dos orixás, também incorporando elementos percussivos do samba-de-roda e ritmos cubanos. Trabalhou no espetáculo "Orire: A Saga de um Herói" como músico. Suas congas trazem os sotaques do povo de axé pro som dos Afromandinga.



bailarinas

Valéria Monã



É atriz, coreógrafa, bailarina e professora. Iniciou no teatro em 1986, com o espetáculo Despertar da África. Em 1996 atuou no espetáculo Cortiço e o Cortiço. Em 2001, entrou para a Companhia dos Comuns e desde então, atuou e fez assistência de coreografia em espetáculos como A Roda do Mundo, Candaces - A Reconstrução do fogo, Bakulo - Os Bem Lembrados; Silêncio; Orirê.

Ludmilla Almeida



É licenciada em Filosofia pela UFRJ; Mestranda em educação pela UERJ - com pesquisa em Capoeira Angola, Processos identitários da Afrodiáspora e Educação.

Ana Paula Dias



Com anos de experiência e vivencia no Teatro e Danca negra, é hoje coreógrafa e diretora do de teatro e dança dos Prazeres e integrante do grupo de Dança Afro Valéria Monã.

JOANA MARINHO



Formou-se antropóloga, e como consequência dos seus estudos sobre o Brasil pesquisou todo tipo de danças brasileiras e suas correntes africanas.